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Onde está o teu tesouro?

15 abril 2017

 

 

 

 

 

 

Pergunta importante que determina o sentido da nossa vida. Onde está o teu tesouro? Por outras palavras, quais são os nossos valores, os valores que nos fazem viver e inspiram hoje as nossas opções?
Um texto da Bíblia, de há 3000 anos, já convidava a fazer a escolha:
«Coloco diante de ti a felicidade e a vida, a desgraça e a morte…» Dt. 30,15
Da nossa resposta depende a qualidade e a intensidade da nossa existência.
Mas, quanto aos centros de interesse que preocupam hoje os nossos contemporâneos, a escolha será assim fácil?
Quem de nós não se sente atraído pelas novas tecnologias destinadas a aumentar as capacidades intelectuais, físicas, psicológicas, do ser humano: curar mais facilmente das nossas doenças, não sofrer mais, retardar o envelhecimento, nascer doutra maneira para evitar os inconvenientes da gravidez (barriga de aluguer, útero artificial…), viver com robots etc.… É certo que a medicina restauradora faz maravilhas. Pensemos, por exemplo em todas as possibilidades do quanto se pode fazer no olho! Com a condição de não ultrapassar os limites!

Na sua homilia feita na Esplanada dos Inválidos, em setembro de 2009, citando São Paulo, Bento XVI denunciava já «os ídolos que constituíam uma poderosa alienação e afastavam o homem do seu verdadeiro destino… Este apelo a fugir dos ídolos continua hoje a ser oportuno. Ao criar os seus próprios ídolos, o mundo contemporâneo desvia o homem do seu verdadeiro fim, da felicidade de viver eternamente com Deus.»
E, no entanto, alguns números mostram-nos o entusiasmo exagerado por estas novas tecnologias:
- 125 000 pessoas passaram nas salas por ocasião do 7o forum internacional de bioética realizado em Strasbourg, de 30 de janeiro a 4 de fevereiro deste ano.
- 8 milhões seguiram as emissões no face book.
- 100 000 horas registadas no Youtub.

Mas em quê e porquê nos interessa hoje este ritmo acelerado e irreversível da evolução tecnológica?
Porque se trata de uma das questões mais graves do nosso tempo: o desaparecimento do mistério da mulher e do mistério da VIDA.

São João Paulo II citava este trecho da mensagem do Concílio às mulheres, na introdução da sua carta apostólica sobre a dignidade da mulher:
«Vai chegar a hora, já chegou a hora em que a vocação da mulher é realizada em plenitude, a hora em que a mulher adquire na sociedade uma influência, notoriedade, um poder nunca atingido até aqui. É por isso que, neste momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres, impregnadas do Espírito do Evangelho, podem tanto, para ajudar a humanidade a não decair.»
Não foi uma mulher que anunciou a Ressurreição aos apóstolos? E que dizer da Mulher, a Virgem Maria? Acreditemos, mais do que nunca, na nossa bela vocação de mulher consagrada, Franciscana Missionária de Nossa Senhora!

A festa da Páscoa vem lembrar-nos, todos os anos, que a VIDA não se fabrica com as técnicas, por mais avançadas que sejam, mas que surge do túmulo e faz-nos entrar e participar no mistério da Ressurreição de Cristo, que é a resposta inesperada de Deus à pergunta aflitiva do homem: o que há depois da morte? Todo o homem tem necessidade de verdade e de eternidade!
Depois da morte, para além da morte, na própria morte há a VIDA. É a maior revelação de todos os tempos, porque responde a todos os nossos porquês, fundamenta a nossa esperança e abre ao homem, em busca de eternidade, um espaço infinito: o Coração de Deus!

A Ressurreição ensina-nos que, porque Deus é Deus, o homem é amado com um amor infinito e é criado para a Vida Eterna, vida de felicidade, eternamente com Deus!
A morte é apenas a passagem para a plenitude da VIDA que o AMOR gerou em nós, colocando-nos no mundo! Aqui está o nosso tesouro!
«Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé!»
Bela e santa festa de Páscoa! Aleluia!

 

Ir. Thérèse
 

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