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Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora em missão

1 junho 2016

 

 

 

 

 

 

 

 


Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora em missão


A missão e a vida que recebemos foram-nos confiadas para a partilharmos.


O Seguimento de Jesus Cristo, tal como nos é proposto no Evangelho, é a nossa Regra de vida e missão.
De Francisco de Assis recebemos a nossa espiritualidade. “Estar onde possamos ser ajuda e fazer o bem, junto do doente, da criança, do idoso, do jovem, na defesa e promoção da vida, da justiça, da paz e da integração da criação”, (Const.) é a nossa missão.


Foi nesta linha e impressionada com um acontecimento passado com uma religiosa Portuguesa, das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora (nessa altura Franciscanas de Calais), em terras de missão em Moçambique, que um forte apelo desenvolveu o meu desejo de ser missionária.


Essa Irmã, chamada um dia, para ir acudir a uma idosa doente, foi colhida pela noite, lá onde não há crepúsculo e a escuridão se abate repentinamente. Desorientada, emaranhou-se na densa floresta, e ali passou 2 noites e um dia. Acompanhada por uma criança, passou momentos aflitivos para a proteger das feras e do terror da floresta e resistir à fatalidade ameaçadora. Batizou-a com o orvalho do cacimbo. Após este incidente, sobreviveu e continuou a sua ação de missionária, no silêncio deste segredo, que a marcou visceralmente e tanto me impressionou a mim.


Ouvi esta notícia lida pelo meu pai, num pequeno jornal da região. Uma história que me marcou profundamente, e cujo som foi ecoando no meu ser, no limiar da minha adolescência. Na minha casa, todos os dias se rezava pelas missões e pelos missionários/as, a partir desta altura, de modo particular por esta irmã, que mais tarde viemos a saber, era de uma freguesia vizinha.


Embora convidada para o seguimento da Vida Religiosa noutras congregações, o meu sonho foi sempre, ser missionária em Moçambique.
Após a minha formação no noviciado das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora e ainda sem os votos perpétuos fui enviada para Moçambique a 14 de Setembro de 1959. Aí, nas três missões em que pude viver a minha vocação, dediquei-me ao ensino, promoção da mulher, assistência a idosos e crianças. Pelos anos 60, já soavam fortes rumores da guerra e muita insegurança relacionada com a independência.


O nosso papel de missionárias ia muito além desses conflitos, tentado sempre e em todas as situações, regermo-nos pelo lema herdado de S. Francisco de Assis: “Ser instrumentos de paz”.


Passados cinco anos após à minha chegada a terras de África, fui enviada para uma missão do interior, em pleno mato. Aí, os missionários sentiam carência praticamente de tudo, alimentação, transportes, assistência médica... Colaborando com os Missionários Franciscanos, pudemos desenvolver ali uma missão com um centro de acolhimento a crianças, jovens e idosos; crianças órfãs/abandonadas, alguns deficientes abandonados e idosos abandonados; para estes, construíamos pequenas habitações (palhotas), junto da nossa casa, para melhor podermos acudir às suas necessidades e acompanhá-los no resto dos seus dias. As jovens, em preparação para o casamento, cujos noivos cumpriam o serviço militar, encontravam aí a proteção e a formação escolar e humana, para poderem no futuro, serem verdadeiras donas de casa e boas mães de família.


A situação de guerra chegou ao seu auge e as dificuldades aumentaram e tudo se agravou: idosos, crianças e os mais fracos, atirados ao abandono, sem mantimentos, sem condições, incerteza vinda de todo o lado. Período muito difícil e cheio de perplexidades: nacionalização das casas, invasão do considerado privado, com destruição, apropriação e todo o desconforto, inimagináveis. Deu-se a independência. Aí permanecemos, enquanto foi possível, confiadas à proteção d’Aquele que nos impeliu a ir.


A nossa presença continuava e continua a ser necessária. Com muita tristeza minha e com problemas graves de saúde tive de regressar ao meu País. No entanto, as Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora continuam, ainda hoje, continuam a sua missão em Moçambique, distribuídas por seis comunidades.


Chamadas à missão, esta não se confina a um lugar ou uma preferência. Após algum tempo de recuperação, outras tarefas me foram confiadas. Tudo o que é feito pelo Reino de Deus é missão, faz parte do mandato de Jesus ”ir ensinar, acolher, batizar em qualquer parte do mundo”, isto é estar em missão.


Após a independência de Moçambique e com o regresso de várias irmãs a Portugal, abriu-se a oportunidade das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora poderem dar resposta às muitas solicitações que surgiam para novas presenças no País. Foi assim que, a pedido de D. António Francisco Marques, então Bispo da recém-criada Diocese de Santarém, se implantou uma comunidade de irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, na freguesia de Ulme, que se dedicou à Pastoral e serviço de enfermagem.


Mais tarde, em 1985, e com a mesma finalidade instalou-se outra comunidade na Carregueira. Em 1996 fecharam-se as comunidades de Ulme e Carregueira e as irmãs em número mais reduzido, mas com a mesma missão, reuniram-se numa mesma residência, na Chamusca.


Hoje a comunidade é formada por 4 irmãs que procuram dar o seu melhor na animação litúrgica, catequese, visita a doentes nas suas casas, Lares, Centros de dia, alargando o seu serviço a todo o Concelho da Chamusca.


A Congregação tem a sua presença em várias partes mundo; Portugal, França, Alemanha, Irlanda, Estados Unidos da América, Brasil, Argentina, Haiti, Etiópia, Djibouti, Moçambique, Africa do Sul, Madagáscar, Angola e S. Tomé, Macau, Timor.


Ir. Emília Nazária Faria,
FMNS
 

 

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